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O projeto acompanhará a evolução das espécies-alvo seleccionadas como representativas de diferentes partes do ecossistema e que atuam como espécies guarda-chuva, ou seja, refletir o estado atual do ecossistema que representam, incluindo a sua abundância. Estas espécies têm sido monitorizadas nas últimas duas décadas pelo Museu da Baleia da Madeira, mas o último período amostrado é 2017-2018. Assim é importante continuar o esforço de amostragem para manter a regularidade na monitorização no mar de uma das componentes importantes do descritor 1 da DQEM (Biodiversidade).
NOTÍCIAS
SUMÁRIO DO PROJETO

O SIC Cetáceos da Madeira, que foi declarado em 2018 ao abrigo da Diretiva Habitats da UE como parte da Rede Natura 2000, e terá de reportar alguns critérios semelhantes aos da DQEM (e.g. tendências na abundância, alterações na distribuição e parâmetros populacionais, e impactos antropogénicos como o macro lixo marinho flutuante). A área coberta pelas campanhas de monitorização abrangerá toda a área do SIC Cetáceos da Madeira. Assim, os resultados obtidos neste projeto terão múltiplos objetivos e interesse para as autoridades competentes responsáveis pela apresentação de relatórios à UE.
A informação sobre a abundância e a distribuição do macro lixo marinho flutuante será crucial para compreender melhor a exposição do ecossistema a essa ameaça, especialmente tendo em conta que se sabe que muitas espécies de cetáceos e tartarugas podem ingerir ou ficar enredados em uma grande variedade de lixo marinho e que este causou a morte de alguns indivíduos em Macaronesia.
FICHA DO PROJECTO
CÓDIGO
MAR-016.9.1-FEAMPA-00016
DESIGNAÇÃO
Monitorização de cetáceos, tartarugas e lixo marinho para a DQEM
OBJETIVO PRINCIPAL
Realização de campanhas de amostragem “Distance Sampling” (“habitat oceânico”) e amostragem biológica de tartarugas-comuns nas águas do arquipélago da Madeira, para recolha de dados e subsequente análise para estimar abundância e distribuição de cetáceos, répteis marinhos e lixo marinho flutuante e condição corporal das tartaruga-comuns, que respondam aos programas de monitorização da abundância e demografia de cetáceos e répteis) e monitorização do macro lixo marinho na superfície do mar, no âmbito da Diretiva Quadro da Estratégia Marinha (DQEM).
CUSTO TOTAL
€ 233 837.44
CUSTO DO PARCEIRO
€ 233 837.44
CUSTO ELEGÍVEL
€ 233 837.44
PARCEIROS
CO-FINANCIAMENTO
70% pelo programa Europeu FEAMPA
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OBJETIVOS ESPECÍFICOS E JUSTIFICAÇÃO

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
O.1.1. Campanhas de mar para recolha de dados para dar continuidade à série temporal (2007-2012 e 2017-2018) de monitorização da abundância e distribuição (critérios: D1C2 - abundância populacional; D1C4 distribuição) das unidades de gestão de espécies cetáceos definidas pelo projeto Mistic Seas (golfinho-roaz Tursiops truncatus, golfinho-malhado-do-Atlântico Stenella frontalis, golfinho-comum Delphinus delphis, baleia-piloto-tropical Globicephala macrorhynchus e baleia-de-Bryde Balaenoptera edeni), utilizando amostragem in situ e a abordagem/metodologia definidas no programa de monitorização PT-AMA-MO-D1-MM-ST para habitat oceânico (DGRM, 2021);
O.1.2. Campanhas de mar para recolha de dados para dar continuidade à série temporal (2001-2002; 2007-2009; 2010-2012; 2017-2018) de monitorização da abundância e distribuição (critérios: D1C2 - abundância populacional; D1C4 distribuição) da unidade de gestão tartaruga-comum (Caretta caretta) definida pelo projeto Mistic Seas, utilizando amostragem in situ e a abordagem e metodologia definidas no programa de monitorização PT-AMA-MO-D1-MM-ST para habitat oceânico (DGRM, 2021);
O.1.3. Campanhas de mar para para dar continuidade à série temporal (2001-2002; 2007-2009; 2010-2012; 2017-2018) de monitorização da abundância e distribuição do macrolixo na superfície do mar (critério D10C1 – composição, quantidade e distribuição espacial) utilizando amostragem in situ e a abordagem e metodologia de “distance sampling” para dar resposta ao programa de monitorização PT-AMA-MO-D10-MACROWC;
O.2. Campanhas de mar costeiras para amostragem biológica de tartaruga-comum para obter dados de tamanho e peso dos animais para estimar o índice de condição corporal (BCI) (critério: D1C3 - características demográficas) e recolha de amostras genéticas, utilizando amostragem in situ e a abordagem/metodologia definidas no programa de monitorização PT-AMA-MO-D1-MM-ST para habitat costeiro (DGRM, 2021).
O.3. Análise dos dados e preparação de relatório com os resultados, relevante para a avaliação do Estado Ambiental (D1 e D10) do meio marinho no 4º ciclo de avaliação da DQEM.PORQUÊ/JUSTIFICAÇÃO DO PROJETO

No âmbito da redução dos impactes negativos e/ou da contribuição para os impactes positivos no meio marinho e para o bom estado ambiental, este projeto promove acções de acompanhamento da evolução do bom estado ambiental do meio marinho, através da recolha de dados e informação que permitam avaliar o impacte das pressões antropogénicas e das medidas adotadas. AÇÕES

A1 - Preparação das campanhas de amostragem
A.1.1. A preparação das campanhas de amostragem inclui a aquisição de equipamentos, contratação de serviços (e.g. fretamento de embarcação para a amostragem), contratação de recursos humanos, preparação de protocolos de campo e treino de observadores.Promoção da Sensibilização Cidadã e Investigação Científica
A2 – Implementação das campanhas de amostragem
A.2.1. Está previsto realizar no habitat oceânico e costeiro entre 40 e 48 dias de campanhas de mar para cobrir as águas ao redor do arquipélago da Madeira (4 a 6 dias por trimestre) durante 2 anos e recolher todos os dados necessários para responder aos objetivos do projeto. Estas campanhas permitirão cobrir todos os sectores amostrados em campanhas anteriores (2001-2002; 2007-2009; 2010-2012; 2017-2018), garantindo a comparabilidade dos resultados. Para as campanhas de mar são necessários no mínimo 5 observadores experientes, que estarão envolvidos na preparação das campanhas, realização das campanhas e organização e processamento dos dados. Para além da concretização das campanhas serão realizadas campanhas de treino regular dos observadores para a obtenção de dados com maior qualidade e fidedigna.
A.2.2. A recolha de amostras de tartaruga-comum será realizada em combinação com campanhas consideradas no âmbito do projeto MARVEL a realizar entre 2025 e 2027. Assim, nesta candidatura apenas são considerados recursos humanos (um técnico) para participar nas saídas de mar deste projeto para recolha e amostragem das tartarugas. Não são considerados custos com a operação da embarcação e nem equipamentos necessários para a amostragem durante as campanhas do projeto MARVEL. Está previsto a amostragem de 8 a 12 animais durante as campanhas.
A3 – Processamento, análise dos dados e relatórios
A.3.1. Os dados recolhidos em cada trimestre serão organizados, processados e validados nesse trimestre ou no trimestre seguinte, para garantir que uma primeira análise dos dados seja realizada nos dois meses finais da vigência do projeto.RESULTADOS ESPERADOS

RE.1.1. Estimativas de abundância e distribuição de espécies-alvo do projeto.
RE.1.2. Avaliação do Estado Ambiental dos grupos funcionais (Cetáceos e tartaruga-comum).
RE.1.3. Composição e tendências na abundância do macro lixo marinho flutuante.
Projeto MPA4SUSTAINABILITY
NOTÍCIAS
SUMÁRIO - lista projetos
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As Áreas Marinhas Protegidas (AMPs) desempenham um papel crucial na implementação bem-sucedida da Estratégia Europeia para a Biodiversidade e o Acordo Verde Europeu. Muita atenção foi dedicada às melhores abordagens para projetar e estabelecer AMPs, menos de um quarto tem um plano de gestão claro. Gerir sistemas socioecológicos complexos é difícil e navegá-los em direção à sustentabilidade é ainda mais difícil. É em particular o caso das AMPs para as quais as metas de biodiversidade e a exploração de serviços ecossistêmicos regionais devem ser equilibradas. Actualmente é necessário nos concentrarmos em encontrar formas práticas e eficientes de gerir e monitorizar as AMPs para que tragam benefícios para a natureza e as pessoas. Este projeto visa encontrar soluções práticas para orientar os gestores de AMPs nas melhores abordagens para produzir resultados positivos para a biodiversidade, mantendo a capacidade das comunidades ribeirinhas de explorar os serviços do ecossistema marinho de forma sustentável. Gestores de AMPs na Madeira, França, Dinamarca e Suécia e os cientistas irão co-criar a visão necessária para desenvolver este guia, com base numa síntese global de dados de AMPs e análises funcionais detalhadas em três locais de estudo.
FICHA DO PROJECTO
https://doi.org/10.54499/DivRestore/0011/2020
CÓDIGO
DESIGNAÇÃO
Reforçar o papel das AMP na restauração da biodiversidade, mantendo o acesso aos serviços dos ecossistemas.
OBJETIVO PRINCIPAL
Avaliar como podemos utilizar as AMP existentes não apenas para alcançar os objetivos de biodiversidade, mas também para maximizar as suas contribuições para a economia azul, respeitando a Natureza.
CUSTO TOTAL
€ 1 337 770.00
CUSTO DO PARCEIRO
€ 89 943.30
CUSTO ELEGÍVEL
€ 89 943.30
PARCEIROS
-Universidade Técnica da Dinamarca, Kgs. Lyngby, Dinamarca
-EPHE/CNRS/Universidade de Perpignan, Perpignan, França
-Conselho Nacional de Investigação de Espanha, Barcelona, Espanha
-Centro de Investigação Matemática, Cerdanyola del Vallès, Espanha
-Universidade Sueca de Ciências Agrárias, Lysekil, Suécia
-Instituto das Florestas e Conservação da Natureza (IFCN), Madeira, Portugal
FINANCIAMENTO
100% Financiamento no âmbito do programa Europeu Biodiversa+ pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT)

PÁGINA WEB PROJETO
https://www.biodiversa.eu/2022/10/25/mpa4sustainability/
https://mpa4sustainability.github.io/OBJETIVOS ESPECÍFICOS E JUSTIFICAÇÃO
A.01.1 Mapeamento da biodiversidade e dos serviços dos ecossistemas nas AMP.
A.01.2 Mapeamento da governação e gestão das AMP.
A.02.3 Análise de sensibilidade da dinâmica dos sistemas socioecológicos (SES).
A.03.1 Estimativa da robustez dos indicadores de biodiversidade.
A.03.2 Validação de indicadores de serviços dos ecossistemas obtidos por deteção remota.
A.03.3 Testes beta de monitorização cidadã.
A.04.2 Desenvolvimento de orientações integradas de gestão.
A.04.3 Integração no processo regulamentar dos estudos de caso.
PORQUÊ/JUSTIFICAÇÃO DO PROJETO
Atualmente, existem mais de 17.000 áreas marinhas protegidas (AMP) em todo o mundo, cobrindo cerca de 9% dos oceanos. No entanto, apenas 23% delas possuem um plano de gestão claro e apenas cerca de 1% foram alvo de avaliações da eficácia da gestão. Estes planos de gestão são cruciais para o sucesso das AMP, mas o seu desenvolvimento e implementação enfrentam frequentemente obstáculos financeiros e de infraestruturas. Mesmo que existam orientações, estas não explicam de forma sistemática como medir, monitorizar e gerir os compromissos entre os objetivos de biodiversidade e os impactos socioeconómicos das AMP. Em particular, não existem atualmente diretrizes para o desenvolvimento de planos adaptativos que garantam a mudança transformadora que as AMP devem promover em prol da restauração e conservação dos ecossistemas, da melhoria da biodiversidade e do cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas. Esta é a lacuna principal que o projeto mpa4sustainability pretende colmatar, ao conceptualizar as AMP como intervenções em sistemas socioecológicos complexos e ao procurar avaliar de que forma estas influenciam as suas trajetórias rumo à sustentabilidade.AÇÕES
Estimar de que forma as alterações na biodiversidade associadas à criação e à integração das AMP na gestão espaccial existente e na sua gestão se relacionam com a exploração dos serviços dos ecossistemas (SE). Será utilizada uma abordagem retrospetiva para estimar como os indicadores de biodiversidade estão associados à diversidade, rendimento e resiliência da exploração dos SE nas AMP existentes, em função das suas características e objetivos.
2. Modelação da dinâmica e dos pontos de rutura dos sistemas socioecológicos nas áreas marinhas protegidas
Estimar a dinâmica destas redes socioecológicas de biodiversidade e exploração de SE, a variedade de estados que podem assumir e detetar possíveis casos de sistemas socioecológicos próximos de pontos de rutura, utilizando abordagens analíticas e computacionais prospetivas. O foco será especialmente em estimar o papel das ações de gestão das AMP e da pressão humana na condução dessas alterações.
3. Avaliação de indicadores para a monitorização e gestão adaptativa das AMP
Avaliar se os indicadores atualmente disponíveis podem ser utilizados para monitorizar o progresso e ajustar a gestão das AMP, garantindo a sustentabilidade e o cumprimento dos objetivos de biodiversidade.
4. O valor acrescentado das redes de AMP: análise política para objetivos regionais de biodiversidade e serviços dos ecossistemas
Realizar análises de políticas para avaliar de que forma as redes de AMP, provenientes de diferentes enquadramentos regulamentares, podem acrescentar valor aos objetivos regionais de biodiversidade e de serviços dos ecossistemas.RESULTADOS ESPERADOS
2. O Sistema de Apoio à Decisão (SAD) será uma plataforma de simulação de fácil utilização. Composto por um conjunto de orientações, este instrumento apoiará o desenvolvimento de planos de gestão integrados para as AMP, ajudando a identificar compromissos socioecológicos, definir ações de gestão adequadas, conceber programas de monitorização e explorar sinergias entre AMP adjacentes.
3. O projeto MPA4Sustainability irá gerar impactos diretos em três estudos de caso: através da identificação da melhor abordagem de gestão para a área do Øresund; da melhoria do plano de gestão do Sítio de Importância Comunitária “Cetáceos Madeira” e da sua integração com outras AMP da Madeira; e do alinhamento do plano de gestão do Parque Marinho com a Reserva de Cerbère-Banyuls, de modo a reforçar o seu valor socioecológico conjunto.
NOTÍCIAS
Em janeiro, vai ter início um novo projeto para perceber como está a população de cetáceos nos mares da Madeira. Os objetivos do projeto são descritos por Luís Freitas, biólogo e investigador do Museu da Baleia.
LINK: https://madeira.rtp.pt/ciencia/marvel-procura-monitorizar-populacao-de-cetaceos-audio
PROJETO MARVEL - Cumprimos o primeiro ano de campanhas de monitorização no mar da Madeira
O MARVEL é um projeto implementado pelo Museu da Baleia da Madeira que se iniciou em janeiro de 2025 e é dedicado à proteção da vida marinha da Madeira, incluindo cetáceos, tartarugas marinhas e aves marinhas. Combinando monitorização, envolvimento de stakeholders e educação, reforça a conservação marinha. Os esforços incluem a recolha de dados sobre espécies, avaliação do impacto humano e promoção da conservação através de workshops e ações de sensibilização. MARVEL é desenvolvido na área marinha protegida "SIC Cetáceos da Madeira", da Rede Natura 2000.
No mês de outubro, foi atingido um marco importante do projeto com a finalização das campanhas de mar para 2025. Realizaram-se 20 dias de campanhas de mar, percorrendo-se 3 260 km a norte e sul da Madeira, durante os quais se registados 104 avistamentos de 9 espécies e foram obtidas mais de 15 000 fotografias para foto-identificação, sobretudo de golfinho-roaz e baleia-piloto-tropical, ambas espécies residentes. Também foram recolhidos dados sobre a atividades humanas no mar e seu impacto em cetáceos, tartarugas e aves marinhas. Estes dados permitirão atualizar as estimativas de abundância e taxas de sobrevivência das espécies de cetáceos residentes para avaliar o seu estado de conservação e reportar à União Europeia no âmbito das Diretiva Quadro de Estratégia Marinha e da Diretiva Habitats. Os trabalhos de monitorização no mar da Madeira continuam em 2026.
Este projeto é financiado pelo Bestlife2030, um instrumento de financiamento do Programa LIFE da União Europeia para os Territórios ultraperiféricos e pelo Município de Machico. O Instituto das Florestas e Conservação da Natureza, RAM é parceiro do projeto, contribuindo com o seu conhecimento e experiência. Juntos, protegemos os nossos oceanos!



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O projeto MARVEL é uma iniciativa dedicada à proteção dos vertebrados marinhos da Madeira – incluindo cetáceos, tartarugas, aves marinhas e o lobo-marinho. Com base em dados científicos e experiência acumulada, o projeto pretende atualizar informações importantes sobre a Diretiva-Quadro Estratégia Marinha (DQEM), a Diretiva Habitats (DH) e a gestão do Sítio de Importância Comunitária (SIC) “Cetáceos da Madeira”.
Através de análises de poder estatístico, o MARVEL pretende otimizar os esforços de monitorização, garantindo uma utilização eficiente dos recursos com o propósito de refinar estimativas e colmatar lacunas em dados, como os de enredamento de tartarugas em lixo marinho. Para maximizar os resultados das campanhas, serão recolhidas biópsias de cetáceos raros e ameaçados, com o objetivo de complementar amostras existentes e apoiar estudos genéticos futuros, cruciais para iniciativas de conservação.
As atividades humanas têm impacto nos ecossistemas marinhos locais. O projeto MARVEL avalia esses efeitos através da análise da utilização do habitat por espécies-alvo, juntamente com o mapeamento de atividades humanas. Este conhecimento será fundamental para apoiar o Ordenamento do Espaço Marítimo, assegurando a sua compatibilidade com os objetivos de conservação. O projeto dá ainda especial atenção à comunicação e sensibilização, com ações dirigidas a empresas marítimo-turísticas e proprietários de embarcações de recreio sobre a regulamentação em vigor relativa à observação de vertebrados marinhos (OVM). Paralelamente, a unidade Educativa do Museu da Baleia da Madeira (MBM) será mobilizada para envolver os mais jovens na conservação da biodiversidade marinha.
FICHA DO PROJECTO
CÓDIGO
6172
DESIGNAÇÃO
Madeira: Advancing in Regular Vigilance of the Environment and Legislative compliance (MARVEL)
OBJETIVO PRINCIPAL
Promover a conservação da biodiversidade marinha na Madeira através de ações de monitorização específicas, do envolvimento ativo das partes interessadas e de uma gestão baseada em conhecimento científico, que assegura o desenvolvimento sustentável dos serviços dos ecossistemas
CUSTO TOTAL
€ 113 097.80
CUSTO DO PARCEIRO
€ 113 097.80
CUSTO ELEGÍVEL
€ 99 786.19
PARCEIROS
IFCN - Instituto Florestas e Conservação da Natureza, IP-RAM
CO-FINANCIAMENTO
88% pelo programa Europeu BESTLIFE 2030
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OBJETIVOS ESPECÍFICOS E JUSTIFICAÇÃO

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
1 - Implementação de um programa de monitorização a longo prazo dos vertebrados marinhos;
2 - Redução da perturbação dos vertebrados marinhos causada pelas atividades humanas;
3 - Apoio às administrações locais na aplicação da proteção dos vertebrados marinhos.
PORQUÊ/JUSTIFICAÇÃO DO PROJETO
As Áreas Marinhas Protegidas (AMP) da Madeira foram criadas principalmente para salvaguardar habitats costeiros e espécies de interesse para a conservação, ao abrigo das Diretivas Habitats e Aves. Estas áreas sustentam comunidades diversificadas, incluindo espécies de peixes, a foca-monge-do-Mediterrâneo, o golfinho-roaz, as tartarugas marinhas e várias espécies de aves marinhas que nidificam localmente. As duas AMP oceânicas existentes, por sua vez, têm como objetivo principal a proteção de espécies pelágicas altamente móveis, como cetáceos, aves marinhas e tartarugas.
O Sítio de Importância Comunitária (SIC) “Cetáceos da Madeira”, que se estende até 12 milhas náuticas em torno do arquipélago, constitui um instrumento fundamental para a conservação dos vertebrados marinhos. Contudo, a sua vasta extensão coloca desafios significativos à vigilância, à gestão das atividades humanas e ao acompanhamento do estado de conservação das espécies. Neste contexto, o projeto MARVEL procura promover práticas sustentáveis que conciliem a conservação da biodiversidade marinha com os interesses socioeconómicos das comunidades locais, em alinhamento com os objetivos do Quadro Global da Biodiversidade.
A Diretiva Habitats, elaborada com base no conhecimento científico disponível à data da sua criação, não contempla plenamente as necessidades de conservação da fauna marinha da Madeira. Várias espécies classificadas como prioritárias são comuns ou ausentes na região, enquanto cetáceos com distribuição restrita à Macaronésia e espécies globalmente ameaçadas permanecem largamente desconsideradas. De igual modo, não foram ainda definidas Áreas-Chave para a Biodiversidade para cetáceos ou tartarugas marinhas, apesar da sua relevância ecológica. Ameaças como a pesca de palangre e os detritos marinhos foram identificadas, mas continuam insuficientemente quantificadas.
A elevada mobilidade dos cetáceos e a falta de financiamento contínuo têm dificultado o acompanhamento de longo prazo e a estimativa de tendências populacionais, enquanto os dados de referência sobre tartarugas marinhas permanecem inexistentes. Torna-se, assim, urgente estabelecer programas de monitorização contínua que permitam avaliar alterações demográficas, a eficácia das medidas de conservação e novas pressões emergentes ou em expansão, como os parques eólicos offshore, o tráfego marítimo e a OVM.
Persistem igualmente lacunas de conhecimento sobre as populações de baleias de barbas e de espécies raras de cetáceos no Atlântico Norte. Para colmatar estas lacunas, o projeto MARVEL irá recolher amostras de tecido (biópsias) para apoiar a avaliação das populações. O Plano de Ordenamento do Espaço Marítimo da Região Autónoma da Madeira (PSOEM) identifica sobreposições entre áreas de atividades planeadas e habitats críticos, com potenciais impactos cumulativos. O MARVEL desenvolverá, soluções de mitigação para reduzir as pressões associadas ao tráfego marítimo e ao desenvolvimento da energia eólica offshore.
Será dada especial atenção aos impactos acústicos sobre cetáceos de mergulho profundo, nomeadamente as baleias-de-bico, para as quais as técnicas de mitigação atualmente existentes se revelam muitas vezes ineficazes. O projeto promoverá orientações e restrições baseadas em evidência científica, de forma a minimizar os impactos durante as fases de construção e operação.
Com base em estudos de caso da iniciativa internacional PANORAMA, o MARVEL procurará reforçar a capacidade institucional, promover o envolvimento comunitário e incentivar uma coexistência responsável entre as atividades humanas e a biodiversidade marinha, assegurando a sustentabilidade a longo prazo dos ecossistemas marinhos da Madeira e os benefícios socioeconómicos a eles associados.AÇÕES

A1.1.1: Desenvolvimento de um sistema de monitorização eficaz
Com base nas lições aprendidas em campanhas anteriores do MBM com fotoidentificação (Cetáceos Madeira II, MSII), serão utilizadas análises de poder estatístico (power analyses) para refinar o esforço necessário à monitorização dos vertebrados marinhos durante o MARVEL.
A1.1.2: Implementação da monitorização para fins de conservação
1. Avaliar o impacto do aumento das plataformas de observação de vertebrados marinhos (OVM) nos parâmetros demográficos dos cetáceos e apoiar os processos de reporte e avaliação da DQEM e da DH:
a. A abundância populacional será estimada com base em dados históricos do MBM, dados oportunísticos e campanhas do MARVEL de fotoidentificação, utilizando a metodologia Robust Design (RD, Pollock 1982).
b. Características demográficas da população, através de dados de fotoidentificação recolhidos com RD para estimar taxas de sobrevivência.
2. Quantificar o enredamento de tartarugas com base em dados oportunísticos durante as campanhas de mar (detritos marinhos e artes de pesca abandonadas):
a. Mortalidade por capturas acidentais.
b. Condição corporal dos animais enredados.
3. Analisar dados anteriores para obter valores de referência para os indicadores da DQEM relativos a tartarugas:
a. Mortalidade por capturas acidentais.
b. Estimativas de abundância populacional serão obtidas a partir de dados históricos (Freitas 2024).
4. Recolher dados biológicos para suportar as medidas de minimização dos impactos de atividades humanas nos vertebrados marinhos da Madeira e contribuir para a avaliação atualizada da DH:
1. Distribuição espacial de cetáceos e tartarugas marinhas, utilizando modelação espacial (Freitas 2024) de grupos e tamanhos de grupo em função de variáveis espaciais e ambientais explicativas, sendo necessário um número mínimo de avistamentos para modelos fiáveis. Dados históricos serão usados para espécies raras, como baleias-de-bico ou cachalotes.
A1.1.3: Recolha de amostras de espécies protegidas e ameaçadas para promover a sua conservação
A recolha de biópsias de espécies raras e ameaçadas permitirá futuros estudos genéticos, uma mais-valia, dado o conhecimento limitado sobre a estrutura populacional nas águas oceânicas do Atlântico.
A2.1.1: Monitorização e análise das atividades humanas
1. Registar a presença antropogénica da área, através da quantificação de embarcações em diferentes atividades – pesca, arrasto, recreio, militar, navios de cruzeiro, ferries, veleiros, OVM e outras embarcações turísticas.
2. Identificar áreas de risco para os vertebrados marinhos com base nos padrões de atividades humanas locais.
3. Identificar áreas críticas de repouso ou alimentação de espécies sensíveis.
A2.1.2 Reforço da eficácia do SIC “Cetáceos da Madeira”
Propor soluções para o reforço da vigilência da atividade de OVM. A atividade no interior do SIC é atualmente regulada por zonas, incluindo uma zona de exclusão onde não é permitida a observação ativa de cetáceos. Durante o MARVEL, serão desenvolvidas as seguintes ações:
1. Analisar a conformidade legal para informar os gestores. A informação recolhida neste e em projetos anteriores do MBM, será utilizada para avaliar o nível atual de cumprimento e sua evolução ao longo dos anos, por tipos de embarcações e aspetos de menor conformidade.
2. Estimar a perturbação do repouso das aves marinhas causada pelo incumprimento da lei e sensibilizar os utilizadores do mar para a necessidade de cumprimento.
3. Desenvolver uma vigilância eficaz da área de exclusão a ser testada pelo MBM em parceria com o IFCN. As entidades partilharão experiências para reforçar a capacitação dos vigilantes da natureza, responsáveis pela aplicação da lei sobre a OVM.
4. Propor e testar um esquema para minimizar o potencial impacto do tráfego marítimo no SIC “Cetáceos da Madeira”.
5. Propor medidas para minimizar os potenciais impactos de atividades emergentes sobre os vertebrados marinhos.
A3.1.1 Envolvimento das partes locais interessadas
Promover colaborações para partilha de experiências entre diferentes perspetivas – jurídica, de gestão, biológica e empresarial:
1. Propor melhorias à legislação vigente sobre observação comercial de vertebrados marinhos, identificando desafios na sua implementação.
2. Reunir com as empresas de OVM para compreender a sua perspetiva sobre a aplicação da lei e abordar desafios e lacunas identificados.
3. Workshops com gestores, juristas e autoridades de fiscalização, utilizando ferramentas e quadros de apoio à decisão.
4. Ações de sensibilização junto de empresas marítimo-turísticas licenciadas e não-licenciadas e proprietários de embarcações de recreio sobre a legislação em vigor relativa à OVM.
5. Melhorar a conservação e a monitorização eficiente através de abordagens colaborativas. Serão realizadas reuniões com o IFCN e a DRPM para:
a. Informar sobre os resultados do MARVEL relativamente a estimativas de abundância atualizadas e características demográficas populacionais para os próximos ciclos da DQEM (DRPM) e da DH (IFCN).
b. Organização de reuniões/workshops entre IFCN, DRPM e MBM para explorar sinergias na implementação de um programa de monitorização para a vigilância do SIC “Cetáceos da Madeira” (DH) e do PTAMA-MO-D1-MM-ST da DQEM.
c. Definir uma abordagem baseada em evidências, para apoiar as administrações nos processos de decisão relativos à gestão, desenvolvimento e implementação de serviços dos ecossistemas.
A3.1.2 Comunicação e disseminação
A estratégia de comunicação do projeto MARVEL será direcionada a três principais públicos-alvo: as administrações públicas (regionais e nacionais), os principais intervenientes (operadores de OVM, bem como o setor náutico recreativo e profissional) e o público em geral, incluindo estudantes e comunidades locais. Os métodos e canais de comunicação serão adaptados a cada grupo, de forma a garantir uma divulgação e um envolvimento eficazes.
RESULTADOS ESPERADOS

1. Melhoria do conhecimento sobre a distribuição, abundância e parâmetros demográficos de cetáceos e tartarugas.
2. Desenvolvimento e operação sustentáveis dos serviços dos ecossistemas.
3. Proteção mais eficaz dos vertebrados marinhos.

NOTÍCIAS

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O projeto HOPE pretende ser um raio de esperança nos esforços contínuos de especialistas, cientistas e instituições para conservar e proteger o património natural marinho no espaço MAC.
No centro do projeto está na identificação da Macaronésia como um santuário para as espécies marinhas, concebido para promover a sensibilização pública, a investigação científica e a observação responsável da fauna marinha que habita as águas da região. Paralelamente, o HOPE procura fomentar o intercâmbio transnacional de experiências e a cooperação no desenvolvimento de estruturas eficazes para a conservação e proteção da biodiversidade marinha.
Ao adotar novas tecnologias, o HOPE promoverá a economia azul e incentivará o surgimento de uma nova geração de cidadãos conscientes da imensa riqueza viva das suas costas. O projeto atuará em sinergia com os setores privado e turístico, bem como com instituições públicas, garantindo que todos os elos da cadeia socioeconómica contribuam para transformar o espaço MAC num verdadeiro oásis marinho.
FICHA DO PROJECTO
CÓDIGO
1/MAC/2/2.7/0132
DESIGNAÇÃO
Marine and Cetacean Species Sanctuary in MAC Space: HOPE
OBJETIVO PRINCIPAL
O projeto visa reforçar a colaboração entre as regiões da Macaronésia, promovendo práticas de conservação partilhadas e apoio mútuo. Facilita o acesso a ferramentas científicas, incentiva a troca de conhecimento e promove a cooperação com áreas com menos recursos, ajudando a garantir que todas as regiões possam desempenhar um papel ativo na preservação dos seus ecossistemas marinhos.
CUSTO TOTAL
€ 1 611 467.55
CUSTO DO PARCEIRO
€ 240 000.00
CUSTO ELEGÍVEL
€ 240 000.00
PARCEIROS
- Innoceana, Canarias;
- Ayuntamiento de Guía de Isora, Canarias;
- Associação Comercial e Industrial do Funchal - Câmara de Comércio e Indústria da Madeira, Madeira;
- Observatório do Mar dos Açores, Azores;
- Secretaria Regional da Educação e dos Assuntos Culturais Direção Regional dos Assuntos Culturais, Azores;
- Município de Machico, Madeira;
- Direcção Geral do Ambiente e Acção Climática, Santo Tomé y Príncipe;
- Direction des Parcs Nationaux, Senegal;
- Aire Marine Protégée Saint-Louis, Senegal;
- Oficina Subregional para África Occidental del Programa de Naciones Unidas para el Medio Ambiente (PNUMA), Costa de Marfil;
- Environmental Protection Agency, Ghana;
- Cabo Verde Natura 2000, Cabo Verde;
- Bios.CV, Cabo Verde.
CO-FINANCIAMENTO
85% pelo programa Europeu INTERREG MAC2021-2027
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PÁGINA WEB PROJETO
https://hopemacaronesia.com/
OBJETIVOS ESPECÍFICOS E JUSTIFICAÇÃO

O.1. Estabelecer as condições necessárias para que as águas da área MAC se tornem um santuário e refúgio para espécies marinhas, com o objetivo de preservar e proteger a biodiversidade marinha da região.
O.2. Sensibilizar as comunidades locais para a riqueza marinha e a sua conservação, bem como facilitar a investigação científica relacionada com a fauna marinha na área MAC.
O.3. Desenvolver uma indústria turística sustentável na região, promovendo a colaboração entre o setor privado, o turismo e as instituições públicas, sensibilizando para práticas prejudiciais e reforçando a cooperação entre todos os parceiros.
PORQUÊ/JUSTIFICAÇÃO DO PROJETO
A sudoeste de Tenerife, dentro da Zona Especial de Conservação Teno-Rasca, um santuário natural onde a vida marinha prospera na sua forma mais selvagem e autêntica, HOPE — uma baleia — sofreu um acidente devastador quando a sua barbatana caudal foi cortada pela hélice de uma embarcação.
Foi encontrada a flutuar à superfície, incapaz de nadar e a emitir chamados de dor dilacerantes. Ainda mais comovente foi a presença da sua família, que permaneceu junto dela, recusando-se a abandoná-la.
Sem possibilidade de recuperação, o caso de HOPE conduziu à primeira eutanásia realizada num cetáceo selvagem — uma decisão difícil, mas necessária para evitar mais sofrimento e agonia.
Este evento trágico marcou um ponto de viragem. A sua história tornou-se o catalisador do Projeto HOPE, criado em sua memória e como um compromisso duradouro para impulsionar uma mudança significativa na forma como interagimos com a vida marinha.
A nossa missão centra-se na investigação, educação e implementação de práticas sustentáveis e respeitosas, que garantam a sobrevivência e o bem-estar das espécies oceânicas.AÇÕES

Santuário de Espécies Marinhas
A1.1. Criação de Centros de Interpretação Marinha e atualização de espaços existentes dedicados à conservação da biodiversidade.
A1.2. Criação de um “Acelerador de Ciência Cidadã” para promover a participação ativa do público na conservação marinha em toda a área MAC.
A1.3. Aquisição e adaptação de um Barco Piloto, como modelo de sustentabilidade e boas práticas nas atividades de turismo e observação da vida marinha.
Promoção da Sensibilização Cidadã e Investigação Científica
A2.1. Criação de uma Escola Azul / Escola do Mar: educação para a conservação marinha e literacia dos oceanos.
A2.2. Exposição, celebração e promoção da biodiversidade marinha através da arte.
A2.3. Formação em conservação marinha e sensibilização, promovendo conhecimento e envolvimento público.
Desenvolvimento de uma Economia Azul Sustentável e Promoção da Colaboração Multissetorial
A3.1. Programa de aconselhamento em gestão sustentável para empresas de turismo.
A3.2. Criação de uma Sala de Emergência para a Vida Marinha: resgate e reabilitação no âmbito do Projeto HOPE.
A3.3. Centro de Inovação da Economia Azul: colaboração com países terceiros para a sustentabilidade marinha.RESULTADOS ESPERADOS

RE.1.1. Criação de um Centro de Interpretação Marinha e revitalização dos existentes.
RE.1.2. Incorporação de novas tecnologias de divulgação.
RE.1.3. Promoção da ciência cidadã através de expedições, publicações científicas, programas de formação e criação de um laboratório de educação oceanográfica.
RE.1.4. Conversão de um barco piloto num modelo de sustentabilidade e boas práticas.
RE.1.5. Programas de formação para tripulantes, guias e observadores em práticas responsáveis de observação da vida marinha.
ER.2.1. Criação e/ou melhoria das Escolas do Mar do Atlântico.
ER.2.2. Programas de formação para pelo menos 640 crianças em conservação marinha e literacia dos oceanos.
ER.2.3. Programas de formação para jovens cientistas de toda a região na recolha de dados marinhos.
ER.2.4. Promoção da arte marinha através de atividades culturais e abertura de uma Galeria de Arte Marinha.
ER.2.5. Programas de formação para voluntários e profissionais do setor.
ER.3.1. Implementação de um modelo de turismo que respeite a fauna local.
ER.3.2. Promoção de boas práticas sustentáveis a nível institucional, económico e social.
ER.3.3. Aumento da consciência sobre os impactos negativos no litoral e colaboração com o Centro de Recuperação de Fauna Selvagem La Tahonilla.
ER.3.4. Maior colaboração entre parceiros para enfrentar desafios comuns.
ER.3.5. Partilha de conhecimentos sobre os ambientes naturais, os desafios que enfrentam e as oportunidades que oferecem.
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